Dia da Infusão – O Transplante de Medula Óssea

Nos dias que antecedem a data do Transplante de Medula Óssea (TMO) o paciente é submetido a altas doses de quimioterapia e em alguns casos também radioterapia.  A finalidade deste procedimento é destruir todas as células sanguíneas para que o paciente possa receber a nova medula óssea.

No dia da infusão, quando o paciente recebe a medula, o procedimento é como se o paciente fosse receber uma transfusão de sangue. As células formadoras do sangue são levadas pela corrente sanguínea e se dirigem até a medula óssea, aonde vão se instalar e começar lentamente o processo de recuperação ou “pega” medular. Todo o procedimento é rápido, em média 2 horas.

Após o dia do transplante, o paciente entra na fase conhecida como aplasia medular, onde o número de todas as células do sangue (hemácias, leucócitos e plaqueta) caem, isso significa a queda na produção de sangue inclusive das células não doentes. Neste período as células transplantadas ainda não são capazes de produzir glóbulos brancos, vermelhos e plaquetas em quantidade suficiente e por isso o paciente continua recebendo transfusões de hemácias e plaquetas e medicamento que estimulem a produção de hemácias.

O baixo número de leucócitos (glóbulos brancos) deixam o paciente predisposto às infecções bacterianas, fúngicas, virais e protozoários. E por isso é importante alguns cuidados principais, como:

  • reforçar cuidados com a higiene, usar roupas e toalhas limpas
  • lavar sempre as mãos
  • usar mascara quando for sair do quarto
  • limitar número de visitas
  • evitar contato direto com pessoas (beijos, abraços, falar próximo)
  • usar roupas e toalhas limpas
  • manter-se ativo, evitar ficar deitado por muito tempo
  • não se coçar, espremer espinhas
  • não se barbear ou depilar
  • não retirar cutículas e não cortar unhas rentes

A recuperação da medula é marcada pelo momento que a medula óssea ja consegue produzir quantidade suficiente de células sanguíneas. A complicação mais frequente do transplante é a doença do enxerto, popularmente conhecida como “rejeição”.

A rejeição atinge principalmente: pele, trato gastrointestinal e fígado. Essa situação acontece porque a medula óssea produz glóbulos brancos treinados para defender nosso organismo dos invasores (bactérias, fungos, vírus e protozoário e têm uma função de reconhecer o que é estranho ao nosso organismo). Após o transplante, a nova medula óssea produz glóbulos brancos que reconhecem o organismo do paciente como estranho, o que acarreta uma resposta imune que destrói e agride as células de alguns tecidos e órgãos do paciente.

Para evitar uma forte rejeição, são prescritos ao pacientes remédios anti – rejeição, os chamados imunossupressores. Os medicamentos imunossupressores diminuem ação das células imunes transplantadas contra o organismo do paciente.

A ocorrência da rejeição em suas formas leves e limitadas também é importante para a prevenção da recaída da doença. Possui um efeito protetor, pois agride as células doentes, levando à uma menor chance de recaída

Fonte: Abrale

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